A CARTA

 

Tomé escrevia uma carta. A carta seria jogada no mar:

 

"A vocês, senhores sábios. Que escreveram a séculos atrás os cartazes que foram colados em todos os muros da cidade.

 

Estou só, como em uma ilha em que as pedras, os animais, as árvores são as pessoas que são diferentes de mim e do que penso. Anseio por iluminação, minha alma grita dentro de mim : 'Alguém, alguém'.

Sim, os senhores que escreveram: 'Nós o identificaremos'. Estou aqui, convicto em descobrir outros sentidos em minha curta vida .Atingir a felicidade através do total conhecimento da sabedoria suprema.

A minha alma geme, preciso saber. Preciso da certeza. Quero identificá-los."

 

Tomé não queria perder tempo. Se jogou ao mar junto com a carta. Para que quando ela fosse encontrada, ele fosse também.